The Lark

Há meses venho procurando este texto que Laurie Anderson recitou no show Homeland em Setembro.

Acabei de achar, em inglês. Até que minha Memória não estava tão ruim e lembrei boa parte...

The Lark

Before the world began, there was just sky.
No earth, no land.
Only air and birds everywhere.
Billions and billions of birds.
And one of these birds was a lark and one day her father died.
And this was a really big problem
because there was no place to put the body
because there was no earth.
And it went on for five or six days and
they were all trying to think of what to do with the body.
And finally the lark had a solution:
She decided to bury her father in the back of her own head.
And this was the beginning of memory.
Because before this no one could remember a thing.
They were just constantly flying in circles.

Constantly flying in huge circles.

Descobri também que este texto é, ora vejam,  uma citação de As Aves de Aristófanes!

Gabriel Villela cita Lena e os Reis...

 

 

"A cena brasileira tem algumas montagens teatrais antológicas. Cite algumas que tenham sido marcantes em sua vida. 

De Antunes Filho: Macunaíma, Nelson 2 Rodrigues e Vereda da Salvação. De Zé Celso: Hamlet, Cacilda! e Boca de Ouro. De Luiz Carlos Vasconcelos: Vau da Sarapalha. De Maria Helena Lopes: Os Reis Vagabundos e Crônica da Cidade Pequena. Do Pessoal do Victor: Na Carrera do Divino. As Lágrimas Amargas de Petra von Kant com Fernanda Montenegro, Juliana Carneiro, Renata Sorrah, direção de Celso Nunes. De Ulysses Cruz: Velhos Marinheiros. Lua de Cetim, de Alcides Nogueira, direção de Marcio Aurélio. Gota d'Água, com Bibi Ferreira. O Passaro Poente de Soffredini com Paulo Yutaka, direção Marcio Aurélio. A Máquina, de Adriana Falcão, com direção de João Falcão. A Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Souza. "

Domingo, 30 de Janeiro de 2005 
Antologia pessoal 

Com a palavra, Antunes Filho!

 

"Mário Prata: Antunes, é o seguinte: você falou antes que você lê espetáculo muito bem. Eu não tenho a menor dúvida e é bem dentro do que a Soninha estava falando. Que espetáculo brasileiro nos anos 1980 que você leu com satisfação? Quem são os diretores que você teria lido com satisfação?

Antunes Filho: Maria Helena, do sul [
 Maria Helena Lopes
], do Rio Grande do Sul]. Eu acho essa aí uma grande diretora de teatro. 

Mário Prata: Sei.

Antunes Filho: Eu acho que ela é extraordinária diretora de teatro... Mesmo quando ela erra, ela é extraordinária, sabe?

Mário Prata: Quem mais?

Antunes Filho: Eu gostava do Naum [Naum Alves de Souza, diretor de teatro e dramaturgo, destacando-se também como cenógrafo e figurinista]. Não sei como é que está o Naum atualmente... Zé Celso [José Celso Martinez Corrêa, diretor, autor e ator. Fundou, juntamente com Renato Borghi, o Teatro Oficina] eu gostei, não sei como será agora, não sei como será.

Mário Prata: Não, vamos para 80 vai, fora [excluindo] Maria Helena...

Antunes Filho: Mas eu gosto muito da Maria Helena, eu sou apaixonado pela obra dela."

Programa Roda-Viva  - 12/6/1989

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